domingo, 10 de abril de 2011

Corto os pulsos....

Corto os pulsos de saudade, e sinto o sangue escorrendo-me pelas pontas dos dedos toco nas gotas e com a pouca força que me resta guardo-as para mim prendendo-as a minha mão, que brota sangue incessantemente, mas prendendo-as como se pudesse obriga-las a permanecer perto de mim mas elas escorrem-me por entre os dedos, e sinto o vazio, agora luto para me manter lúcida. Segurando a dor brotando apenas sangue mas nunca lágrimas, que essas sim matam o mundo.

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Que fiz eu, que pensar neste momento, estou rodeada pelo sangue sem força para mais nada, tudo esta turbo, o sangue colha aos meus pés e estou agora perto de ti, desfaleço, subindo a um precipício inimaginável, mas não te toco estas longe de minhas mãos repletas de sangue, mas secas de amor te vêm ao longe.

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E caminho sem saber para onde ir, simplesmente vou em direcção a uma miragem turba de teus olhos, como és belo. Sinto-me agora desprendida de tudo minhas mãos estão agora novamente limpas.

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Como é doce te encontrar novamente ver teus olhos de repente, e o amor volta incessantemente.

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