Uma gota, simplesmente um gota de sangue, que me trespassa o corpo e me prende ao chão.
Abro meu corpo com minhas mãos, sem dó de mim para ver minhas veias se dilatarem de raiva, podendo sentir-se agora o cheiro a morte que me rodeia, meu sangue se perde no chão esse que insiste em me chegar aos dedos, mas luto para que não mais chegue, mas a dor me impede de rasgar o que resta de meu corpo sem vida.
Mas sei, agora eu sei que és tu, só tu o culpado e sem medos te irei procurar na noite escura com dó de te poder encontra, pois, nesse momento abrirei teu corpo rasgando-o com minhas mãos, que ficaram cheias de sangue, esse sangue que tanto me embrulha num mundo que não mais quero estar, arranco tua alma e envio-a para um inferno só teu porque mais ninguém merece estar na tua horrenda presença, arranco também tua língua com meus dentes cuspindo-a no momento seguinte enojando-me com esse leve sabor doce de morte, da tua, só tua morte.
E neste momento de liberdade, grito aos céus de peito aberto e de mãos sujas que a tua morte foi aclamada e neste momento concebida.
